Setembro
Ó tu, Setembro, trazes-me a bonança
Com o brotar das várias bela flores
Que levarão do seio as minhas dores
Do inverno solitário sem medrança.
Vem, setembro, trazendo-me a esperança,
Nas cores várias, versos com ardores
Na pena desses caros trovadores,
Que legam à alma a bem-aventurança!
Vem, chega assim, o mais devagarinho,
O mais mansinho no aquecer desta alma,
Que sofreu a aridez do desencanto.
E quanto a mim, reabre-me o escaninho
De onde tiro os meus versos e me ensalma
Com teu olor, a vencer este quebranto.



















