"E quando silencio, teu amor me nina na canção das estrelas" (Sonya Azevedo)

 

22/09/2026

Setembro

 

Setembro

Ó tu, Setembro, trazes-me a bonança
Com o brotar das várias bela  flores
Que levarão do seio as minhas dores
Do inverno solitário sem medrança.

Vem, setembro, trazendo-me a esperança,
Nas cores várias, versos com ardores
Na pena desses caros trovadores,
Que legam à alma a bem-aventurança!

Vem, chega assim, o mais devagarinho, 
O mais mansinho no aquecer desta alma,
Que sofreu a aridez do desencanto.

E quanto a mim, reabre-me o escaninho
De onde tiro os meus versos e me ensalma
Com teu olor, a vencer este quebranto.