"E quando silencio, teu amor me nina na canção das estrelas" (Sonya Azevedo)

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Exílio


 Exílio

Na beira dessas mais de mil lembranças.
Sento-me. Areias tão molhadas... pranto
Desta alma que ora dista de seu canto,
Canto da terra que o olhar não alcança!

Poder que essa saudade tem: brisança!
Dos cacos da memória faço um manto
Sagrado, abrigo em lúgubre acalanto,
Onde o seio na dor, apenas dança.

Ah, exílio! Dor no cheiro desse mar
Que entranha na alma e a tudo anestesia...
Cheiro de uma saudade! Tanto amor

No chão da pátria, terra no além mar, 
Que hoje reverencio em poesia,
Para abrandar toda esta minha dor!

(Sonya Azevedo)

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