Mote:
Minh' alma de sonhar-te, anda perdida!
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu é já toda a minha vida!
Jardins da Ausência
Sonya Azevedo & Florbela Espanca
Vago nas noites... sou alma despida!
E ao contar das estrelas, mil lembranças
Afloram n' alma. Ah, são flores bandidas,
Nesse jardim cultor das esperanças.
Meus sonhos jazem em terra batida,
Enquanto em mim a dor vem por herança.
Minh' alma de sonhar-te, anda perdida!
O breu da noite, em árdua e vil tardança,
Embaça os olhos com pranto e querer,
Pois que, ao silêncio, quer sua esquivança,
Já que ele traz espinhos, faz fender
Retinas de um passado que, em bonança,
Trazia-me o sabor do teu querer.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Fizeste da minha alma tua estança
E nela entraste sem a merecer.
Em meus sentires criaste hospedança
Sem, contudo, fazê-los florescer.
Ao meu jardim trouxeste a vil parança
E a flor do amor, deixaste perecer...
Não és sequer razão do meu viver!
A lua, seus cabelos já destrança
E, envolta em seda, faz-se bem vestida.
Há pingos sobre o mar, é a mudança
A florescer-te em mim, que distraída,
Aduba o amor e toda uma esperança
De ter-te junto a mim pré-concebida,
Pois que tu és já toda a minha vida
Sonya Azevedo

Querida Sonya, entre con mis otros blog, hace tiempo que los deje, soy Mathilde Noemi.
ResponderExcluirEs un placer leerte, me encanto tu rinconcito, me quedo
Besitos y te dejo todo mi cariño
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