"E quando silencio, teu amor me nina na canção das estrelas" (Sonya Azevedo)

 

domingo, 22 de março de 2026

Adeus, Soneto



Hoje, eu decidi, mesmo com tristeza,
Que após este convívio duradouro,
Depois de ver-te reluzir qual ouro,
Irei pegar carona na incerteza,

Descer o novo rio na correnteza,
Viver as novidades qual calouro,
Colher os versos em seu nascedouro,
Fazer poema usando a sutileza.

Ah, deixarei contigo o teu rigor,
Certa que a decisão causar-me-á dor,
Mas, seguirei a senda inda serena.

Assim, eu fujo dessa insensatez
Que tu me impões, e, como a prima vez,
Irei mimar os versos com mi' a pena.

6 comentários:

  1. Excelente, Sónia!
    Em tema e construção poética.
    O soneto é muito belo, mas de facto, impõe muitas limitações no domínio da expressão livre.
    Que o seu outono seja aprazível.
    Um abraço.
    -----------

    ResponderExcluir
  2. Olá! Muito bom. obrigada por partilhar. Beijinhos ❤️

    ResponderExcluir
  3. Hola Sonya, quédate con nosotros Sonya, nos aburriremos sin ti, siempre tan hermosa tu escritura, te deseo un buen día, besos, Régis.

    ResponderExcluir
  4. Boa noite, Sonya, sempre tão fascinante ler para você, eu gosto dos seus versos, desejo-lhe uma noite agradável, beijos, Régis.

    ResponderExcluir
  5. Assim belo soneto com todos os seus requisitos, que considero bela arte.
    Sonya que as estruturas não roubem a poesia, que há nos olhos.
    Abraços e muito axé.

    ResponderExcluir
  6. bonjour mon amie
    bon dimanche à toi aussi
    merci de ta visite - très jolie aussi tes créations
    gros bisous ton amie Fred

    ResponderExcluir

Grata pelo carinho da visita