Adeus, Saudade!
Ah! Minha terna e tão doce saudade!
Hoje, não ontem, com um grande alívio
Esvaziei gavetas de um convívio...
Longo, até prazeroso, nas verdades
Sentidas. Hoje, quando em minha idade,
Não há fidelidade e, sim, oblívio,
Vem a satisfação e um certo alívio
Ver-te acenar-me o adeus, ó realdade.
Mas, com certeza, haverá um sentir
De falta que virá à minha insônia,
Quando o luar abrir a cerimônia
De estrelas bailarinas, seu vestir
Dourado, um show repleto de beldade,
Terei saudade, até de ti, Saudade!


