"E quando silencio, teu amor me nina na canção das estrelas" (Sonya Azevedo)

 

domingo, 22 de março de 2026

Adeus, Soneto


Adeus, Soneto

Hoje, eu decidi, mesmo com tristeza,
Que após este convívio duradouro,
Depois de ver-te reluzir qual ouro,
Irei pegar carona na incerteza,

Descer o novo rio na correnteza,
Viver as novidades qual calouro,
Colher os versos em seu nascedouro,
Fazer poema usando a sutileza.

Ah, deixarei contigo o teu rigor,
Certa que a decisão causar-me-á dor,
Mas, seguirei a senda inda serena.

Assim, eu fujo dessa insensatez
Que tu me impões, e, como a prima vez,
Irei mimar os versos com mi' a pena.

Sonya Azevedo