"E quando silencio, teu amor me nina na canção das estrelas" (Sonya Azevedo)

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Poema

Escuta o que te falo: é um poema!
Cria das profundezas da alma pura
Que extrai da vida toda sua ternura
Qual pétalas macias da alfazema.

Ouve sentindo, unindo fonemas,
Tirando das palavras a amargura, 
Colorindo a oração co' arte e doçura
E os versos em formato de diadema.

E, assim, sente este canto sem lamento,
Sem sobra vã, sem lágrima exaltada,
Cria de um amor no sol do firmamento.

Ouve o murmúrio da alma enamorada,
Qual solfejo sutil no vago intento,
Em que eu revejo tua face amada.